Contêiner é agora lugar de boa gastronomia

A busca por inovações que despertem a atenção a partir de planejamento rigoroso, pesquisas qualitativas e quantitativas de mercado para entender os desejos do cliente. Essas são as apostas de Rayone Muller, CEO da Container Food Park, que é um modelo de alimentação gourmet lançado no último final de semana, no bairro Floresta, em Belo Horizonte. O grupo quer conquistar mercado na região metropolitana e também nas principais capitais do país.

O complexo de alimentação, que conta com três restaurantes, foi construído com nove contêineres marítimos reciclados, trazidos da China. São opções para vários tipos de gostos: o Yak-mi, de comida oriental (japonesa, chinesa e tailandesa); o Un Taglio, de comida italiana (massas, pizzas, saladas e sanduíches típicos); e o Spetto, de espetinhos e carnes, além de sanduíches.

Todos os restaurantes são de propriedade da mesma empresa e utilizam uma cozinha compartilhada. Somente a finalização dos pratos é feita nos restaurantes temáticos. Os cardápios foram elaborados pelo chef de cozinha do grupo, Alan Fré, que teve passagens em casas da Europa e no cultuado restaurante paulistano D.O.M., de Alex Atala. “A proposta é de alta gastronomia para atender aos públicos A, B e C”, afirma Rayone Muller.

A partir de janeiro, também estarão abertos ao público a visitação a uma fábrica de massas caseiras (também dentro de um contêiner) e um empório. Nele serão vendidas as massas, além de temperos, molhos e cervejas artesanais.
De acordo com o empresário, todo o processo de pesquisa de mercado, construção da marca e abertura da unidade Floresta custou R$ 2,8 milhões. O plano vinha sendo maturado há três anos, mas ganhou força há 18 meses. <EM><EM>

Expansão

A proposta é que a unidade do bairro Floresta sirva de base para outras oito na região metropolitana. Só para o primeiro semestre de 2017, Muller pretende abrir mais três casas: uma em Nova Lima, uma em Contagem e outra na Pampulha.

“Por que esse modelo de negócio num momento de crise? Ele traz o novo, o lúdico. O mercado exige ações pioneiras. As pessoas querem um ambiente familiar, descontraído e com preço justo. O Container Food Park traz um visual diferente, ainda não explorado na América Latina”, garante.

 

Grupo já projeta unidades franqueadas fora de Minas

O CEO da Container Food Park, Rayone Muller, esclarece que, além das novas unidades na região metropolitana, também estão abertas negociações para a abertura de lojas franqueadas para a região do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, em Brasília e nas cidades de Uberlândia, Ribeirão Preto (SP) e Goiânia (GO).

Para as franquias, a proposta é que os espaços tenham o tamanho adaptado conforme as demandas locais. “Os contêineres são como peças de lego, o que dá flexibilidade. É possível investir entre R$ 1 milhão e R$ 4 milhões por unidade franqueada”, diz. O empresário promete suporte com projeto arquitetônico, gestão e treinamento de pessoal. “Estou preparando outras cozinhas para os contêineres, explorando, por exemplo, sorvetes e a cozinha mexicana”, pontua.

A atenção dada por Rayone Muller ao planejamento do processo de abertura da Container Food Park e o fôlego com o qual ele trabalha para a expansão das novas unidades e negociação de unidades franqueadas têm uma boa explicação.

Há 22 anos ele atua na Muller Partners, empresa que atua na pesquisa, planejamento e desenho de modelos de negócio de shopping centers em todo o país. Isso envolve desde a escolha de cidades para a abertura dos empreendimentos até o modelo arquitetônico. “A gente acabou pegando o mesmo conceito envolvido em anos de trabalho com a abertura de shoppings para planejar a Container Food”, conta o empresário.

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